quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Saudade é...


                                                                                   
O verão europeu em um parque localizado na Villa Borghese, em Roma 


Saudade é fruto do amor. É esperança do reencontro. Faz morada nos sensíveis. Inquieta os amantes. Aumenta o amor dos apaixonados. É um sopro divino revelando um jeito peculiar de ser humano. 

Ressuscita almas entristecidas. Restaura a alegria vivida. Reacende as mais belas experiências do passado. E indica aquilo que pode ser fonte de um presente mais agradável. 
É sentimento que exige pró-atividade. Os passivos se entristecem com ela. Os solitários se desesperam. É doído quando não se consegue controlá-la. É como uma faca constante enfiada no peito que segue sangrando a dor da ausência.


É um desafio encará-la. É exercício diário. Faz rir e chorar. É expectativa de novidade. Faz a alma sincera clamar por um minuto sequer reviver o que passou. Pode ser a lembrança do riso, o velho ombro-amigo, a presença do ente querido, o carinho dispensado ou aquele amasso no carro. Faz suspirar. Inspira o poeta que sufocado canta “chega de saudade!”

Os dias passam rapidamente e, às vezes, a saudade fica adormecida. Espera o instante certo para ser recorrida. Volta e meia dá sintomas de sua existência, mas não tem remédio. Não tem cura, nem dá sinais de deixar de habitar entre nossos sentimentos e emoções. Sem bula para orientação, pega de surpresa até o mais duro coração.

Saudade, na verdade, não se explica.
Não tem tradução.
É experiência.
Saudade...
É vida!
(Foto e texto: Thiago Camara)

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